Quem sou eu?

Seja muito bem-vinda e muito bem-vindo ao Viagens e Linguagens, meu blog reformulado.

img_0639Este sou eu nas Cataratas do Iguaçu, precisamente no lado brasileiro. Janeiro de 2016, onde fiz minha última grande viagem de 3 meses.

Espero que este blog seja um portal para que “gente como a gente” possa se encorajar a viajar mais de forma barata e simples, sem frescura ou enrolação. Sem pacotes caros e sem negatividade o tempo todo. Também quero que seja um lugar para motivar as pessoas a aprender uma nova língua.

Se vou criar cursos de idiomas e de desenvolvimento pessoal para viagens, é algo que penso em fazer em um futuro próximo, porém tenho que avaliar todas as possibilidades.

Eu falo cinco idiomas e já viajei bastante desde 2011, onde comecei a pôr o pé na estrada como um mochileiro.

Antes de começar a te dar dicas e conselhos, quero te contar minha minibiografia.

Origens

Eu nasci em Florianópolis e cresci na cidade vizinha, São José. Fui criado em uma casa com meus pais e minhas irmãs, em uma família tradicional catarinense. Quando digo tradicional, não quero dizer rica ou aristocrática. Digo no sentido que meu pai e minha mãe não terminaram a quarta série e ganharam a vida com muito trabalho sendo ele garçom e ela cozinheira, respectivamente.

Por obra do destino eles acabaram falecendo cedo, meu pai morrendo quando eu tinha nove anos e minha mãe agora em 2014.

Estudei em colégio público até os catorze e fiz o Ensino Médio em uma escola particular em conta.

A partir daí, comecei a trabalhar e a entrar e sair de vários empregos. Alguns tendo algum impacto positivo na minha vida, outros não. Tive que trabalhar desde cedo, muitas vezes em subempregos, para pagar contas ou simplesmente para ter meu dinheiro.

Passei três vezes no Vestibular da Federal de SC, sendo meu último para História, mas não me formei.

Crise e despertar

2011 foi um ano ruim, porém decisivo na minha vida. Foi aí que decidi e comecei a refletir sobre coisas nunca antes imaginadas pela minha cabeça. E olha que sou pisciano e penso em muita coisa toda hora.

Comecei a morar sozinho por volta de 2010, para sentir na prática o que era a “liberdade”. Trabalhava para pagar aluguel, e estudava a noite na Federal.

Conheci durante esse período um site chamado Couchsurfing, e a proposta era interessante. Era um site em que você poderia hospedar viajantes e ser hospedado de forma gratuita, caso você viajasse para algum lugar.

Eu sempre quis viajar o mundo e conhecer gente de todo lugar, e também praticar a única língua que falava fora o português na época: o Inglês.

Me inscrevi no site e ofereci minha casa como refúgio a esses viajantes. Hospedei nessa brincadeira somente naquele ano cerca de umas 15 pessoas. Passaram pela minha casa argentinos, brasileiros, alemães, russos, peruanos, espanhóis, franceses etc. O mundo estava entrando na minha casa. Cada um, cada uma daquelas pessoas ficava e compartilhava um pouco da vida delas, um pouco da história delas. Suas motivações para viajar longe de suas casas e ficar na casa de um completo estranho.

Comecei a me inspirar e imaginar muitas coisas.

  • Seria o mundo um lugar perigosos e cruel, como dizia a TV e minha família?
  • Preciso ser rico para viajar?
  • Preciso ter Curso Superior para ser “alguém na vida”?

OK, mas e a parte ruim deste ano?

Cerca de quatro bons amigos meus morreram em 2011. Uma amiga morreu atropelada por um ônibus, outro morreu baleado quando saía do trabalho, outro foi esfaqueado ao brigar com um taxista e outro foi encontrado morto na UFSC. Somando com o estresse no meu emprego de cozinheiro, meu curso e a ideia de ter que voltar a morar com minha mãe me deixaram em um estado mental bem ruim.

Ou eu despirocava ou fazia alguma coisa para tentar mudar isso. Foi aí que resolvi pedir uma mala emprestada e junto com minha mochila comum decidi viajar.

Crescimento e aprendizado525134_10200104031234620_1227562611_n

Escrevi um email para meu amigo argentino que hospedei no ínicio de 2011 e perguntei se podia passar o Ano Novo em Buenos Aires, se ele poderia me hospedar. Ele aceitou, pedi demissão e me mandei para a capital dos hermanos.

A quantidade de gente que conheci, a independência que surgiu em mim, as habilidades de idiomas e de comunicação que desenvolvi que eu nem sabia que tinha… Tudo isso é impagável.

Eu em um beco próximo a Praça Vermelha, em Moscou. Sou um cara que ama frio, e quando fui pra Rússia no inverno só concluí que neve+frio é vida!

Fiquei hospedado durante uma semana na casa dele, e depois na casa de sua namorada. Depois, fiquei em um hostel.

A viagem inicial de dez dias se prolongaram para trinta, e gastei pouquíssimo dinheiro. Na verdade, gastei apenas o dinheiro da minha rescisão. Quando você tem hospedagem e cozinha, você tem dinheiro para fazer o que gosta quando viaja.

Quando voltei, consegui um emprego em uma livraria de Floripa. Foi um dos melhores empregos que tive, com colegas que se tornaram amigos e amigas, e aprendi muito com eles.

Eu posso te poupar a princípio de todos os detalhes, mas foi como um novo mundo se abrindo. Com base em acordos com empregos, economia de dinheiro, planejamento e preparação eu consegui viajar para Rússia, Ucrânia, Paraguai, Bolívia, Argentina, Uruguai e grande parte do Brasil. Te digo que se fosse mais rico ou tivesse meus pais vivos viajaria muito mais, e você veria muitas fotos de Go Pro e drones no meu blog!

Mas existe um plano para cada um de nós.

Para qual audiência é este blog?

Eu quero compartilhar contigo o que aprendi nesta minha jornada, em termos de viagem de mochilão e no aprendizado de idiomas.

O perfil do leitor(a) do Viagens e Linguagens é diversificado:

  • Estudantes que acham que a vida é mais do que se formar e começar a viver uma “vida de gente grande”
  • Jovens profissionais em crise existencial (ou qualquer pessoa em crise existencial, talvez algo parecido com o tópico acima)
  • Pessoas introvertidas que querem melhorar sua comunicação
  • Pessoas desmotivadas que estão aprendendo uma língua estrangeira
  • Gente que está com medo de fazer sua primeira viagem
  • Mochileiros (as) experientes
  • Profissionais que querem viajar mais barato nas férias
  • Turistas que querem conhecer mais do que apenas o roteiro padronizado da agência de viagem
  • Questionadores (as) naturais
  • Etc

Como você pode se beneficiar deste blog?

Eu gosto muito das pessoas que leem meus textos. Eu sempre verifico as mensagens e comentários, e procuro responder prontamente e de forma única.

Então não se preocupe. Não será um bot que vai responder uma mensagem vazia e artificial.

Eu quero que todo mundo possa encontrar seu verdadeiro potencial e que entre em um processo de transformação e libertação.

Eu quero que você seja minha companhia de viagem. Que a gente possa se ver numa viagem de mochila por aí.

A ideia deste blog não é que ele seja só meu. É que ele seja nosso.

Qualquer que seja sua visão de mundo, eu quero apenas mostrar outra perspectiva. Quero você se torne sua melhor versão, e que possa ajudar no que você puder outras pessoas, pois acredito que somos todos interligados e interligadas. Acredito que a maioria dos blogs de viagem fogem um pouco da realidade do povo brasileiro, pela maioria das pessoas que viajam são pessoas com poder aquisitivo alto. Mesmo se à princípio se identificam como mochileiras, elas não agem como mochileiras.

Agora é a sua vez

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Obrigado por ter lido este texto. Eu adoro falar sobre viagens e sobre línguas, dialetos, linguagens. Gosto de falar sobre ideias.

Sempre que precisar, se tiver uma dúvida ou sugestão, fique a vontade para me escrever ou comentar nos posts.

Você pode também me enviar um email para o endereço redacao@viagenselinguagens.com.br

Não precisa ter vergonha.

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Simão Simões.

3383_10200231364857881_1415207425_nEstou aqui para servir e ajudar!
😀

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